Sattva é uma técnica que está entre as mais suaves desenvolvidas por Siddhartha.

É conhecida por ser praticada pela manhã com música ao vivo durante o Festival. Elaborada nos anos noventa, utiliza-se de técnicas ancestrais da yoga e instrumentos musicais que vibram em sintonia com a energia do corpo físico, entre elas, as Tigelas Tibetanas, por exemplo, que hoje estão ganhando cada vez mais reconhecimento mundial pelas propriedades de cura. A Sattva, com sua ressonância, harmoniza o corpo, criando leveza, bem estar e equilíbrio. As funções vitais são naturalmente ativadas. Adequada para qualquer hora do dia. O ideal é praticá-la pelo menos quatro vezes por semana.

Para compreendermos mais sobre esta técnica, escolhemos um trecho do discurso proferido por Siddhartha durante um Campo de Meditação em Curitiba.

 

Sattva

 

história

“No final dos anos oitenta, tive meu primeiro contato com uma Tampura… Um instrumento de origem indiana com quatro cordas metálicas sem trastes.

A Tampura costuma acompanhar instrumentos ou a música vocal nos Ragas. Emitindo um bordão para sustentar a tonalidade nos momentos de silêncio.

Fiquei encantado com sua sonoridade e vibração…

Mas foi nos anos noventa, ao adquirir um instrumento, que comecei sentir a vibração das quatro cordas metálicas ao acariciá-las com meus próprios dedos.

Dai em diante começou um período de namoro intenso entre meu coração e aquele instrumento.

Morava na Índia. Cada manhã por volta das cinco acordava com a melodia do som dos pujas dos templos hindus misturados ao Adhan, a chamada para as mesquitas. Ao levantar, ia imediatamente para a sala de meditação em meu apartamento. Tocava a tampura e cantava sons mântricos. Isto tornou-se minha prática diária.

Neste período não estava me sentindo bem fisicamente, perdia sangue pelo nariz e pelos ouvidos. Com o passar do tempo notei que a vibração sonora do instrumento em sintonia com o som vocal, trazia alivio às dores que sentia e reduzia o “Pitta” em meu organismo.

Em pouco tempo estava bem e conseguia andar. Fui ao Dr Shastri, fiz uma consulta em Ayurveda e ele constatou que estava equilibrado e em ótimas condições de saúde.

 Fiquei tão tocado com isto que comecei a mergulhar no benefício dos sons e experimentar outros instrumentos antigos que emitiam vibrações benéficas integrando-os ao som da tampura.  

pesquisa

A partir desta experiência desenvolvi uma técnica semi-passiva que denominei SATTVA, uma palavra sânscrita que significa pureza, existência ou realidade. Escolhi este nome pela sua capacidade vibracional que traz de volta à realidade.

No começo de 2007 a musicalidade da técnica ainda estava incompleta. Porém, durante o primeiro estágio da primeira prática da Sattva… Gusta Proença começou a improvisar sons com seu Digeridoo, neste momento a harmonia aconteceu e finalmente havíamos encaixado as peças do quebra-cabeça do qual surgiu a melodia. Então, desde o começo de 2016, após três gravações, a Sattva está disponível em CD.

Hoje em dia os sons voltaram a ganhar espaço no mundo e foi constatado através de pesquisas que eles têm mesmo propriedades curativas, reduzem o estresse e trazem quietude.

Sons estão sendo usados durante sessões de quimioterapia, algo que, na verdade, não é nenhuma novidade, pois até 1050 d.c, a técnica das “Frequências de Solfeggio” era usada em larga escala e após esta data simplesmente sumiram.

O uso de sons para cura é antiga e no Tibete usava-se também para aumentar a energia dos trabalhadores enquanto erguiam templos e mosteiros.

primeiro estágio

A Sattva é uma experiência fascinante que apaixona cada vez mais os praticantes assíduos. Consiste em três estágios.

No primeiro estágio emitimos um som nasal através da boca, som este contido na maioria dos mantras, sendo na verdade a essência deles que se obtém através de uma respiração específica.

A vibração interna se une à vibração externa dos instrumentos trazendo uma sensação imediata de bem-estar.

segundo estágio

O segundo estágio consiste numa técnica antiga que se tornou popular através da yoga: o Tratak. De olhos abertos fixos na chama de uma vela, a música acompanha o movimento da chama entoando overtones.

Tratak é uma maneira de permanecer focado ao momento presente. Assim como outras técnicas tradicionais a observação de algo que se movimenta faz com que a mente se aquiete, pois ela vive com os acontecimentos, com o movimento constante.

Enquanto o ser humano está conversando com outro, sua mente está longe e seus olhos, “fiel escudeiro da mente”, se interessam por tudo menos pelo momento presente. Se propuser a si mesmo fixar o olhar em um objeto, seu foco volta para o momento presente e permanece aqui e agora. Praticando este método UM fica mais conectado com a realidade momento a momento.

terceiro estágio

No terceiro estágio é hora de relaxar e se entregar ao som dos sinos, gongos e tigelas tibetanas. Apenas relaxando, permitindo a vibração metálica dos sinos atravessarem seu corpo. 

Os instrumentos usados nesta técnica de meditação vibram numa frequência sutil, assim como nossa energia, auxiliando a reestruturar o campo energético que está debilitado. Além de tudo a Sattva é uma técnica muito prazerosa, simples e delicada.”

tampura Siddhartha

Assista o vídeo desta técnica  já está disponível em CD.

Caso tenha interesse contate-nos e venha experimentá-la em nosso espaço de meditação em Curitiba.

Equipe Delphis